O pesquisador alemão Ulrich Glasmacher é um dos destaques da programação da 65ª Reunião Anual da SBPC
(JC) O geólogo e pesquisador alemão Ulrich Glasmacher, da Universidade de Heidelberg, é um dos destaques da 65ª Reunião Anual da SBPC. Professor do Instituto de Ciências da Terra de uma das mais importantes universidades públicas da Alemanha, ele irá proferir, no dia 23 de julho, a conferência Climate change: geological and social properties - Alterações climáticas: propriedades geológicas e sociais.
Na conferência, o pesquisador vai abordar, entre outras questões, a evolução do clima no passado geológico, ao longo de milhões de anos do planeta Terra; descrever como a vida reagiu às mudanças climáticas no passado e como a evolução humana tem sido influenciada por elas.
Do ponto de vista social, a palestra vai abordar as relações entre o comportamento humano e as mudanças climáticas. O pesquisador pretende responder a alguns questionamentos, tais como: que tipo de seres humanos o clima quer ter? Existe um clima especial que favoreça a evolução humana? O que significa o termo geoengenharia? "Vou descrever as consequências do comportamento humano para o clima e proporcionar uma visão da evolução humana e de futuro do planeta Terra", resume Glasmacher.
Usando a floresta amazônica como exemplo, Glasmacher mostra-se otimista quanto à política de desenvolvimento sustentável do Brasil. "Se, por exemplo, a madeira for retirada da floresta amazônica sem nenhum planejamento e sem um plano de reflorestamento, não só as empresas que exploram essa atividade ficarão sem rendimento como o ambiente será prejudicado completamente. Se isso for feito em toda a Amazônia, o clima mudará de tal forma que mesmo os estados do Brasil não ocupados pela floresta amazônica serão influenciados. No entanto, eu acredito que a sociedade brasileira está consciente da importância da Amazônia e já começou a aplicar ali um bom planejamento", opina.
Em sua terceira participação em reuniões da SBPC, Glasmacher diz que fica feliz em participar do evento. "É uma grande oportunidade de ver o desenvolvimento das atividades científicas, industriais e humanas do Brasil. Conferir o que o está sendo feito para o próprio país e para o mundo", planeja.
Atualmente, Glasmacher participa de um trabalho de cooperação científica com pesquisadores brasileiros na área de Geociências. A pesquisa conta com financiamento dos governos brasileiro e alemão, por meio de fundos de apoio do estado alemão de Baden-Württemberg e de São Paulo, além da participação de outras organizações de financiamento.
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