terça-feira, 18 de junho de 2013

Cientistas descobriram fractura tectónica em formação ao largo da costa portuguesa

Após os grandes terramotos de 1755 e 1969 em Portugal, já se suspeitava que algo estivesse a acontecer no fundo do Atlântico, próximo da Península Ibérica. Agora, cientistas portugueses, australianos e franceses afirmam ter descoberto os primeiros indícios desse fenómeno.


(Público - Portugal) A descoberta de uma zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação, ao largo da costa de Portugal, acaba de ser anunciada por um grupo internacional de cientistas liderados por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália.

A confirmar-se que o fenómeno, em que uma placa tectónica da Terra mergulha debaixo de outra, está mesmo a começar a acontecer, como concluem estes cientistas num artigo publicado online pela revista Geology, isso significa que, daqui a uns 200 milhões de anos, o Oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e as massas continentais de Europa e América a juntar-se num novo supercontinente.

João Duarte e a sua equipa de Monash, juntamente com Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da Universidade de Lisboa e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera – e ainda Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França) – detectaram os primeiros indícios de que a margem Sudoeste Ibérica – uma margem “passiva” do Atlântico, isto é, onde aparentemente nada acontecia –, está na realidade a tornar-se activa, explica em comunicado aquela universidade australiana. A formação da fractura foi detectada através do mapeamento pelos cientistas, ao longo de oito anos, do fundo do oceano nessa zona.

“Detectámos os primórdios da formação de uma margem activa – que é como uma zona de subducção embrionária”, diz João Duarte, citado no mesmo comunicado.

E o investigador salienta que a actividade sísmica significativa patente naquela zona, incluindo o terramoto de 1755 que devastou Lisboa, já fazia pensar que estivesse a produzir-se aí uma convergência tectónica.

A existência desta zona de subducção incipiente ao largo de Portugal poderá indiciar que a geografia dos actuais continentes irá evoluir, ao longo dos próximos 220 milhões de anos, com a Península Ibérica a ser empurrada em direcção aos Estados Unidos. Este tipo de fenómeno já terá acontecido três vezes ao longo de mais de quatro mil milhões de anos de história do nosso planeta, com o movimento das placas tectónicas a partir antigos supercontinentes (como o célebre Pangeia, que reunia todos os continentes actuais) e a abrir oceanos entre as várias massas continentais resultantes.

O processo de formação da nova zona de subducção deverá demorar cerca de 20 milhões de anos, fornecendo aos cientistas uma “oportunidade única” de observar o fenómeno de activação tectónica.

Fenômeno das rochas deslizantes pode ter sido desvendado pela Nasa

Pedras aparentam se mover sozinhas sobre deserto nos Estados Unidos


(Daily Mail / Terra) Na superífice obscura e rachada de um lago seco no Vale da Morte, na Califórnia (Estados Unidos), pedras se movem sozinhas no deserto. Sobre a árida Racetrack Playa, as rochas - algumas pesando mais de 300 quilos - deixam rastros sobre a areia, marcando seus inexplicáveis movimentos. Algumas das trilhas têm quase 200 metros de comprimento. A força "mágica" por trás dessas "rochas deslizantes" tem sido um mistério para cientistas há quase um século. Agora, um geólogo da Nasa, a agência espacial americana, acredita ter finalmente encontrado a resposta.

O professor Ralph Lorenz, um cientista planetário, crê que essas rochas ficam envoltas em gelo durante o inverno, então quando o leito do lago derrete e se torna lamacento, o gelo permite às pedras "deslizar" sobre o barro - fazendo com que sejam facilmente levadas pelos fortes ventos dos desertos. Em uma entrevista concedida à revista Smithsonian, ele resumiu a descoberta que publicou em 2009 da seguinte maneira:

"Basicamente, uma placa de gelo se forma em torno da rocha, e o nível do líquido muda até que a pedra começa a flutuar na lama. É uma pequena camada de gelo flutuando que tem uma espécie de quilha voltada para baixo e pode cavar uma trilha no barro mole", afirmou Lorenz.

Até hoje, nenhum cientista conseguiu gravar uma rocha se movendo. Acredita-se que ninguém tenha jamais visto uma delas deslizando. Apesar dessa nova explicação para a movimentação das rochas deslizantes, muitos visitantes do Vale da Morte continuam atribuindo propriedades mágicas às pedras de Racetrack Playa. Alguns alegam que o fenômeno é causado por magnetismo, a ação de alienígenas ou ainda campos de força misteriosos.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Aquecimento dos mares derreteu 55% do gelo da Antártida em 5 anos


(AFP/UOL)  O aquecimento dos oceanos faz derreter as plataformas glaciares em torno da Antártida e é o responsável pelas maiores perdas da massa de gelo, tradicionalmente atribuídas à formação de icebergs, revelou a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) em um estudo publicado esta quinta-feira (13).
Cientistas estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano, que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de quilômetros quadrados.

Este primeiro estudo realizado sobre as plataformas de gelo em torno da Antártida revela que o derretimento de sua base respondeu por 55% da perda total de sua massa de 2003 a 2008, um volume muito mais importante do que o previamente calculado.

A Antártida contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escoamento das geleiras para o oceano.

Determinar como elas derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos mares.

Segundo os cientistas, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártida.

Para esta pesquisa, publicada na edição da revista Science desta sexta-feira (14), os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento. Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs.

"O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártica é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg", explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, no Oeste dos Estados Unidos, principal autor do trabalho.

"Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártica contribui de forma muito mais importante", afirmou.
----
Matéria similar no O Globo

Conheça a região habitada mais quente do planeta

A depressão de Afar, no Corno de África, pode chegar a atingir os 63º C



(Sábado) Já foi classificada como a região habitada mais quente do planeta, e da National Geographic recebeu o título de ‘o lugar mais cruel da Terra’. A superfície, parece congelada, mas por baixo o magma é uma autêntica bola de fogo - e alimenta não um mas 12 vulcões activos. Dividido entre a Eritreia, a Etiópia e o Djibouti, a zona vulcânica activa chega a atingir os 63º C.

Mas desengane-se se pensa que ninguém é capaz de viver aqui: o povo de Afar resiste às condições climáticas mais adversas do mundo. Tribos pastoras e mercadores de sal sobrevivem numa paisagem de fissuras e lagos de lava borbulhante.
----
Clique aqui para acessar acervo de imagens

Caminho na neve



(Pesquisa Fapesp) A comunidade de pesquisadores dedicada a estudos na Antártida está debatendo um documento que propõe uma grande mudança nos objetivos científicos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) ao longo dos próximos 10 anos. Aberto para consulta pública durante o mês de maio, o relatório Ciência Antártica para o Brasil / Um Plano de Ação para o Período 2013 – 2022 foi produzido por um grupo de nove especialistas sob encomenda do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e, de modo geral, sugere dar mais foco à pesquisa, com ênfase na influência do continente gelado no clima, na atmosfera, na biodiversidade ou na formação geológica do Atlântico Sul.

“Precisamos investir em pesquisas de impacto que investiguem as conexões entre a Antártida e o Brasil”, diz o glaciologista Jefferson Cardia Simões, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador do grupo que produziu o documento. Críticas e sugestões recebidas pela comunidade científica deverão ser incorporadas ao relatório. A intenção do MCTI é utilizá-lo como parâmetro para a seleção de projetos de pesquisa num novo edital do Proantar que será lançado no final do ano.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Glaciares da Antártica derretem mais rápido nas bases, diz estudo da Nasa

Contato com oceano mais quente acelera perda de massa na região. A Antártica contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta.


(G1) A base de plataformas glaciares que ficam na borda da Antártica, e tem contato direto com a água do mar, é a região que mais perde gelo devido à elevação da temperatura dos oceanos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) por um estudo publicado na edição impressa da revista "Science" e realizado pela agência espacial americana (Nasa).

A pesquisa revelou que o derretimento na base desses grandes blocos respondeu por 55% da perda total de massa dessas formações de gelo. Os dados foram medidos entre 2003 e 2008 e o volume percebido é muito mais importante do que o previamente calculado.

Determinar como essas plataformas glaciares derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos oceanos.

Os pesquisadores estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, que são prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano e que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de km².

A Antártica contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escorregamento das geleiras para o oceano.

Segundo a investigação, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártica.

Os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento. Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs.

"O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártica é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg", explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia, oeste), principal autor deste trabalho.

"Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártica contribui de forma muito mais importante", afirmou Rignot.
----
Matérias similares no Terra e UOL

Pôr-do-sol


(National Geographic /iG) A cinematográfica, Monument Valley fica situada na reserva dos índios Navajos, no estado americano de Utah. A região já serviu de locação para vários filmes, principalmente de John Ford.