quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fotos Mostram Comparações Entre o Céu Com Nuvens na Cidade e Em Locais Afastados



(EPOD / Cienctec) Essas duas imagens mostram o contraste do impacto que as nuvens têm no céu noturno sob condições de poluição luminosa. A foto da esquerda, foi feita por Ray Stinson no Glacier National Park, em Montana, e mostra que quando não existe poluição luminosa, as nuvens aparecem pretas no céu e agem para deixar o céu ainda mais escuro. Já em locais iluminados ou próximo a locais iluminados, contudo, a situação se reverte, como é mostrado na foto à direita, feita por Christopher Kyba em Berlin, na Alemanha. Nesse caso o céu de verão é 10 vezes mais brilhante do que uma noite clara.

O brilho artificial do céu tem consequência na fauna e na flora. Por exemplo, os céus escuros sobre os oceanos permitem que o zooplâncton chegue até a superfície se transforme em fitoplâncton sem o risco de ser visto e de ser comido pelos peixes. Já nas áreas urbanas localizadas nas costas, o zooplâncton permanece no fundo do mar para que não possa ser visto e devorado. Quando o céu está coberto de nuvens e fica mais brilhante, o zooplâncton se concentra então mais no fundo do mar ainda. Nos seres humanos, existe uma suspeita de que o brilho do céu noturno esteja relacionado com o aumento da incidência do câncer de prostata e de mama, possivelmente como o resultado da ruptura do ritmo circulatório. Essa hipótese pode ser testada em estudos futuros acompanhando as taxas desses tipos de câncer em cidades grandes e iluminadas que apresentam taxas diferentes de céu claro e nublado. A foto do Glacier National Park foi feita no dia 29 de Julho de 2011 e a foto de Berlin foi feita em 16 de Agosto de 2011.

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